O catálogo no WhatsApp Business é uma montra de produtos e serviços que aparece no perfil comercial da empresa e pode ser partilhada dentro das conversas. Resolve a pergunta «o que é que vendem?», mas não processa pagamentos nem substitui uma loja online com stock sincronizado. Compensa para uma PME com oferta estável que já atende no WhatsApp; fica curto quando a operação exige pagamentos automáticos ou integração com sistemas próprios.
O que o catálogo resolve
O catálogo funciona como uma montra permanente dentro do WhatsApp. O cliente abre o perfil da empresa, toca em «Catálogo» e vê a oferta com fotografia, descrição e, quando o campo está disponível no país, o preço. A mesma montra pode ser enviada dentro da conversa, artigo a artigo ou na totalidade, sem que o cliente saia do chat e sem listas de preços escritas à mão.
Cada item aceita nome, imagens, vídeo, preço, preço promocional, descrição, link para o site da empresa e código de produto, e as coleções permitem agrupar artigos por família — «mesa e louça» numa loja de decoração, «revisões e pneus» numa oficina. O catálogo não se limita a produtos físicos: consultas, marcações e subscrições também podem constar como serviços listados.
Para quem atende sozinho ou com uma equipa pequena, o ganho é tempo e consistência: em vez de descrever o mesmo artigo dez vezes por dia, envia-se o item com a fotografia e o código certos. O link do catálogo ainda pode ser partilhado no estado do WhatsApp e noutras aplicações, o que ajuda a divulgar a montra para além das conversas ativas.
O que o catálogo não resolve
O catálogo não é uma loja online. Não processa pagamentos nem entregas: a responsabilidade pelas transações, pelos termos de venda e pelos impostos é sempre da empresa, e quem usa o catálogo está sujeito à Política de Comércio da Meta, que proíbe vender artigos como armas, álcool, tabaco, produtos de saúde ou animais vivos. A política aplica-se às funções de comércio do WhatsApp, catálogo incluído.
Também não há stock em tempo real no app. No WhatsApp Business App, a atualização é manual: quando um artigo esgota, alguém tem de o editar ou ocultar na aba Ferramentas. Na plataforma oficial, as alterações ao inventário propagam-se às mensagens de produto já enviadas — um artigo que fica indisponível é retirado do carrinho do cliente —, mas essa sincronização exige integrar o catálogo por API.
Há ainda uma barreira menos conhecida: os itens só ficam visíveis para os clientes depois de aprovados pelo WhatsApp. Um item em análise ou rejeitado não aparece na montra; se for recusado, existe um processo de contestação dentro da própria app. Na prática, um catálogo novo pode demorar a ficar completo e artigos sensíveis podem nunca passar na revisão.
App ou plataforma oficial
No WhatsApp Business App, o catálogo cria-se no telemóvel, na aba Ferramentas, e o mesmo inventário serve o perfil e as conversas. É a via mais rápida para uma PME começar. Na WhatsApp Business Platform, a API oficial, o inventário carrega-se através da Commerce API ou do Commerce Manager e liga-se à conta de negócio; a partir daí há formatos que o app não oferece, como a mensagem de catálogo completo, a mensagem de produto único e o carrossel.
Na plataforma oficial, a mensagem multi-produto pode mostrar até 30 produtos organizados em secções, com imagem e preço de cada artigo. No carrinho, o cliente pode juntar até 99 unidades de cada item antes de enviar um único pedido; depois de enviado, o carrinho já não pode ser editado e o cliente tem de enviar um novo. Uma diferença prática a contar: as mensagens enviadas pela Cloud API não mostram o ícone do carrinho no cabeçalho da conversa, ao contrário do que acontece no app.
Limites reais do catálogo
A tabela resume o que muda entre as duas vias, com os limites documentados pela Meta em junho de 2026.
| Ponto | No app Business | Na plataforma oficial |
|---|---|---|
| Criação | Aba Ferramentas, no telemóvel | Commerce API ou Commerce Manager |
| Itens por mensagem | Catálogo completo ou itens soltos | Mensagem multi-produto com limite de 30 itens |
| Carrinho | Cliente envia a lista de artigos | Até 99 unidades por item; pedido único |
| Multimédia por item | Até dez imagens ou vídeos; vídeos até 50 MB | Inventário com imagens, preço e disponibilidade |
| Preço | Campo opcional, disponível só nalguns países | Definido no carregamento do inventário |
| Aprovação | Itens visíveis só após revisão aprovada | Revisão automática sinaliza artigos que violam a política |
Checklist antes de publicar
- Dê um nome exclusivo a cada artigo do catálogo; é exigência da própria função.
- Carregue pelo menos uma imagem por artigo; são aceites até dez imagens ou vídeos, e os vídeos não podem ultrapassar 50 MB.
- Selecione o país de origem, obrigatório sempre que cria ou edita um item.
- Acrescente preço, descrição, link e código de produto como campos opcionais; o preço só está disponível nalguns países.
- Planeie a revisão: os artigos só aparecem ao cliente depois de aprovados, e uma recusa pode ser contestada na própria app.
- Agrupe a oferta em coleções para o cliente encontrar rapidamente o que procura.
- Oculte artigos esgotados em vez de os apagar, para não perder o histórico da montra.
Quando compensa na PME
O catálogo compensa quando a oferta é estável, o número de artigos é pequeno e o atendimento já acontece no WhatsApp: é a forma mais simples de responder «o que vendem?» sem sair da conversa. Deixa de chegar quando precisa de stock sincronizado com um sistema de gestão, de pagamentos automáticos no chat ou de regras por segmento de clientes — aí a via é a plataforma oficial, com custos por conversa a ponderar. Antes de dar esse passo, veja o custo real da API do WhatsApp em euros e decida com números; e se as conversas precisarem de passar para um CRM, confirme primeiro que campos exportar e que dados excluir.